A existência do ser humano e do
mundo é repleta de significado. Nela encontramos elementos que nos conferem uma
luta constante pela sobrevivência. Mergulhada nos contrastes e desafios, a
existência nos impulsiona a refletir sobre nós mesmos, sobre o mundo e a nossa
realidade mais próxima. Dentro dessa dinâmica existencial adquirimos o ato de
filosofar.
A nossa atitude reflexiva é
ampla. Ela está relacionada com o enfrentamento e estranhamento da realidade. O
nosso ato de filosofar não se restringe ao pensamento dos filósofos ou ao meio
acadêmico, mas consiste em ver quão surpreendente é a vida e o universo com
todos os seus fenômenos.
O ato de filosofar é inerente a
vida. Quando enfrentamos ou estranhamos algo presente no mundo em que vivemos,
o nosso conhecimento sobre as coisas expande, os nossos sentidos abrem-nos a mente
para novas possibilidades, torna-nos possível a superação de nossas cegueiras,
porque o que antes achávamos óbvio, agora não o é mais.
Na dinâmica existencial, o ato de
filosofar nos ajuda a alagar o contato com o mundo e a construir caminhos que
dão sentido a vida. Leva-nos a perceber o despercebido que passa ao nosso
redor. Conhecer o que se oculta nos fenômenos cotidianos da existência.
Devemos valorizar a nossa atitude
de pensar e sentir as coisas, pois elas contribuem para observarmos,
interpretarmos e até criarmos teorias que explicam e nos auxiliam a ver e viver
melhor no mundo.
Enfim, a vida é sempre mais. O
nosso ato de filosofar é apenas um meio de encará-la, de se sentir parte de um
universo imenso, que a cada dia nos convida a pensar e a dar sentido a nossa
existência.






