sábado, 17 de setembro de 2011

FILOFOSAR, UM ATO INERENTE A VIDA

 
 A existência do ser humano e do mundo é repleta de significado. Nela encontramos elementos que nos conferem uma luta constante pela sobrevivência. Mergulhada nos contrastes e desafios, a existência nos impulsiona a refletir sobre nós mesmos, sobre o mundo e a nossa realidade mais próxima. Dentro dessa dinâmica existencial adquirimos o ato de filosofar.

A nossa atitude reflexiva é ampla. Ela está relacionada com o enfrentamento e estranhamento da realidade. O nosso ato de filosofar não se restringe ao pensamento dos filósofos ou ao meio acadêmico, mas consiste em ver quão surpreendente é a vida e o universo com todos os seus fenômenos.

O ato de filosofar é inerente a vida. Quando enfrentamos ou estranhamos algo presente no mundo em que vivemos, o nosso conhecimento sobre as coisas expande, os nossos sentidos abrem-nos a mente para novas possibilidades, torna-nos possível a superação de nossas cegueiras, porque o que antes achávamos óbvio, agora não o é mais.

Na dinâmica existencial, o ato de filosofar nos ajuda a alagar o contato com o mundo e a construir caminhos que dão sentido a vida. Leva-nos a perceber o despercebido que passa ao nosso redor. Conhecer o que se oculta nos fenômenos cotidianos da existência.

Devemos valorizar a nossa atitude de pensar e sentir as coisas, pois elas contribuem para observarmos, interpretarmos e até criarmos teorias que explicam e nos auxiliam a ver e viver melhor no mundo.

Enfim, a vida é sempre mais. O nosso ato de filosofar é apenas um meio de encará-la, de se sentir parte de um universo imenso, que a cada dia nos convida a pensar e a dar sentido a nossa existência.